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terça-feira, 10 de março de 2015

Crise econômica de 1929



História da Crise de 29: contexto histórico



Durante a Primeira Guerra Mundial, a economia norte-americana estava em grande crescimento. As indústrias dos EUA produziam e exportavam em enormes quantidades, principalmente, para os países europeus. Após a guerra a situação não mudou, pois os países europeus estavam ocupados com a reconstrução das indústrias e cidades, que foram muito abaladas pela primeira guerra mundial, necessitando manter suas importações, principalmente dos EUA. A mudança teve início no final da década de 1920. Após se estabilizarem as nações européias diminuíram drasticamente a importação de produtos dos Estados Unidos.



Componentes fundamentais para a compreensão da crise :


A superprodução que desenvolveu-se durante e mesmo após a Primeira Guerra Mundial, quando o mercado consumidor estava em expansão. Após a guerra e com o início da recuperação do setor produtivo dos países europeus, a produção norte americana entrou em declínio. Essa situação expressou-se principalmente no setor agrícola.

A especulação na década de 20 foi um fenômeno que também alimentou a crise, pois como as empresas estavam obtendo altos lucros, suas ações tenderam a crescer, originando sociedades anônimas e empresas responsáveis apenas por gerir e investir dinheiro. 


A primeira expressão da crise ocorre no campo, na medida em que as exportações diminuíam, os grandes proprietários não conseguiam saldar as dívidas realizadas no período da euforia, além disso eram forçados a pagar altas taxas para armazenar seus grãos, acumulando dívidas que os levou, em massa, à falência. 


A crise no campo refletiu-se nas cidades com o desabastecimento pois o poder de compra diminuía na medida em que a mecanização da indústria passou a gerar maior índice de desemprego; e ao mesmo tempo promoveu a quebra de instituições bancárias, que confiscavam as terras e ao mesmo tempo não recebiam os pagamentos dos industriais que passavam a não vender sua produção. 


A quinta-feira negra


A chamada Quinta-feira negra foi o desastre na economia americana que precipitou a Grande Depressão dos anos 30. A crise económica estalou na América do Norte e estendeu-se à Europa e a outras áreas industrializadas do mundo.No final dos anos 20, o mercado de ações da Bolsa de Valores de Nova Iorque, nos Estados Unidos, esteve sujeito a uma grande expansão que atingiu o seu auge no fim do mês de agosto de 1929. Os preços entraram em baixa nos meses de setembro e outubro, mas a especulação continuou. A 18 de outubro, o valor das ações sofreu uma queda vertiginosa e o primeiro dia de grande pânico deu-se a 24 de outubro de 1929, dia conhecido como Quinta-feira negra.
Com o colapso das estruturas financeiras do país, esse dia deu início à mais severa e prolongada Depressão experimentada pelo mundo ocidental industrializado .




As consequências da crise


A crise só teve fim após dez anos e trouxe consequências horríveis sobretudo para as classes trabalhadoras. Além de ter levado à ruína de centenas de investidores particulares, a Grande Depressão criou grandes dificuldades aos bancos (dos 25 000 existentes nos Estados Unidos, 11 000 declararam falência) e outras instituições financeiras.


As dificuldades só puderam ser superadas graças à implementação de um rigoroso plano de recuperação social e econômica, criado pelo presidente da época Franklin Delano Roosevelt,e batizado de New Deal.


New Deal


O “novo acordo” foi um conjunto de medidas criado em 1993, que foi inspirado nas idéias do economista John Keynes onde tinha como objetivo tomar medidas econômicas que garantissem o pleno emprego dos trabalhadores e a total recuperação da Grande Depressão. Keynes defendia, também, uma redistribuição de lucros pra que o poder aquisitivo dos consumidores aumentasse de acordo com o desenvolvimento dos meios de produção.

New Deal abrangia a agricultura, a indústria e a área social. Entre as principais medidas estavam:


- Concessão de empréstimos aos fazendeiros arruinados para que pagassem as suas dívidas e reordenassem a produção; 
- Controle da produção visando à manutenção dos preços dos produtos; 
- Fixação dos preços de produtos básicos, como carvão, petróleo, cereais etc. 
- Realização de diversas obras públicas, para a criação de novos empregos, visando os milhões de desempregados. 
- Aumento do salário dos empregados; 
- Criação de um salário-desemprego para aliviar a situação da miséria dos desempregados; 
- Jornada de trabalho de 8 horas; 
- Legalização dos sindicatos; 
- Erradicação do trabalho infantil; 
- Erradicação da previdência social; 


Este programa não acabou totalmente com as dificuldades da crise,mas ajudou os EUA a manter a estabilidade. O que resultou com a melhora da situação econômica em todo o mundo.

terça-feira, 3 de março de 2015

Capitalismo e suas crises: Crise econômica de 1873-1896

                                                            Introdução


 No final do século XIX, uma sequencia  de acontecimentos nas economias desenvolvidas, fez com que o fim inevitável do capitalismo parecesse perto. O século do vapor concluía-se  com uma depressão impressionante, simultaneamente,as bolsas de valores se encontravam em um estado de falências bancárias, desemprego e miséria. A época de prosperidade e do enorme crescimento dos anos 50 e 60 parecia ter se encerrado e as forças do capitalismo pareciam esgotadas para sempre. Esta "Grande Depressão" afetou todos os países industrializados de 1873 a 1895. Tal crise foi marcada, sobretudo, pela sobreposição de dois fenómenos de enorme importância. Por um lado a Primeira Revolução Industrial agonizava: os seus primeiros setores - têxtil e construção ferroviária perdiam o fôlego, depois de terem satisfeito, em grande parte, as necessidades das pessoas em lãs e algodões, e as das nações em vias férreas e material para transportes. Por outro lado, com a eletricidade e com o petróleo, aproximava-se  uma nova revolução industrial, e surgiam novos setores de lucro, como o aço, a construção elétrica e o automóvel.  

                                                         A crise 
Em 1873, durante o governo do presidente Ulysses Grant, estourou o escândalo quando descobriu-se que seu vice estava envolvido no escândalo de desvio dos investimentos para lucro de acionistas.O resultado foi catastrófico para o mundo todo. Os Estados Unidos já eram uma das três economias do mundo e grande consumidor da produção europeia. Em crise entretanto, deixaram de consumir o excedente industrial europeu, e mesmo o norte americano. Mesmo com a queda dos preços, a concentração de capital nas mãos de pequenos industriários impediu o povo de consumir, culminando com a chamada Grande Depressão do final do século XIX, tendo como auge o ano de 1873, mas estendendo-se a todo o final do século. A crise atingiu seriamente os EUA em Setembro de 1873. A importante casa bancária Jay Cooke & Co. (uma das mais importantes no financiamento da indústria dos caminhos de ferro) quebra e agrava-se o pânico. Os efeitos de longo prazo do pânico pela crise de 1873 foram perversos. O que continuou por mais de quatro anos nos Estados Unidos, e durante quase seis anos na Europa. O termo ''vagabundo'', referência indireta aos ex-soldados trabalhadores, se tornou americano e banal. Nova Iorque chegou a atingir a taxa de 25% de desemprego. No mesmo ano em 9 de maio a bolsa de valores de Viena na Áustria quebrou. Junto com a crise de 1929 foi uma das maiores depressões que o mundo capitalista já passou.